Colégio MAX comemorou a abolição da escravatura no Brasil

Durante a manhã desta terça-feira (13) de maio de 2014. A Instituição de Ensino Max, uma das escolas da educação básica da rede privada de ensino, que apresenta grande destaque na qualidade da educação de seus discentes, aproveitou a data de ontem para comemorar e falar da importância da abolição da escravidão no Brasil.

Professora Márcia Bonfim e Juliana Martins, estudante do 2º ano médio.

Professora Márcia Bonfim e Juliana Martins, estudante do 2º ano médio.

“Foi somente em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que a liberdade total e definitiva finalmente foi alcançada pelos negros brasileiros. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel (filha de D. Pedro II), abolia de vez a escravidão em nosso país.” Relatou Márcia Bonfim, Diretora Geral do Max, ao iniciar os trabalhos em comemoração a referida data.

Alunos envolvidos

Alunos envolvidos

Durante toda a manhã os alunos da conceituada escola, realizaram palestras e apresentações teatrais para falar acerca da importante temática. Os estudantes abordaram a importância do Reggae, Capoeira, Blocos Afros, dentre outros.

A capoeira foi apresentada tanto na teoria quanto na prática pelos alunos, que de forma socializada mostraram que branco e negro podem andar juntos e lutar por comportamentos sem preconceito.

Wallace e João Pedro

Wallace e João Pedro

O quadro de professores da escola envolveu-se com afinco nas apresentações dos alunos e dedicaram-se ao máximo para que as atividades do dia pudesse ocorrer da melhor maneira possível.

O destaque vai para o professor de Geografia que caracterizou-se quebrando qualquer tipo de preconceito.

Professor de Geografia

Professor de Geografia

Maria Helena, aluna do 7º ano, falou da importância da valorização da cultura, como o Reggae e os hábitos africanos presentes até os dias atuais.

Aluna do 7º ano

Aluna do 7º ano

Segundo Diego, vice-diretor da escola, as datas comemorativas, no Max, nunca passam em branco, e essa que é de suma importância para a valorização e respeito do ser humano, jamais passaria despercebido. O principal objetivo sempre foi envolver os alunos e corpo docente em busca de aprendizado e abordagem de valiosos temas como este.Finalizou o vice-diretor.

Diego, vice-diretor do Max

Diego, vice-diretor do Max

Contexto Histórico da abolição da escravatura

No início da colonização do Brasil (século XVI), não havia no Brasil trabalhadores para a realização de trabalhos manuais pesados. Os portugueses colonizadores tentaram usar o trabalho indígena nas lavouras. A escravidão indígena não pôde ser levada adiante, pois os religiosos católicos se posicionaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Logo, os colonizadores buscaram uma outra alternativa. Eles buscaram negros na África para submetê-los à força ao trabalho escravo em sua colônia. Foi neste contexto que começou a entrada dos escravos africanos no Brasil.

Como era a escravidão no Brasil

Os negros africanos, trazidos da África, eram transportados nos porões dos navios negreiros. Em função das péssimas condições deste meio de transporte desumano, muitos morreram durante a viagem. Após desembarcaram no Brasil eram comprados como mercadorias por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e, muitas vezes, violenta.

Embora muitos considerassem normal e aceitável, a escravidão naquela época, havia aqueles que eram contra este tipo de prática, porém eram a minoria e não tinham influência política para mudar a situação. Contudo, a escravidão permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve o sistema escravista por tantos anos foi o econômico. A economia do Brasil contava quase que exclusivamente com o trabalho escravo para realizar os trabalhos nas fazendas e nas minas. As providências para a libertação dos escravos, de acordo com alguns políticos da época, deveriam ser tomadas lentamente.

O início do processo de libertação dos escravos e fim da escravidão 

Na segunda metade do século XIX surgiu o movimento abolicionista, que defendia a abolição da escravidão no Brasil. Joaquim Nabuco foi um dos principais abolicionistas deste período.

A região Sul do Brasil passou a empregar trabalhadores assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros, a partir de 1870.  Na região Norte, as usinas produtoras de açúcar substituíram os primitivos engenhos, fato que possibilitou o uso de um número menor de escravos. Já nos principais centros urbanos, era grande a necessidade do surgimento de indústrias. Visando não causar prejuízo financeiros aos proprietários rurais, o governo brasileiro, pressionado pelo Reino Unido,  foi alcançando seus objetivos lentamente.

A primeira etapa do processo foi tomada em 1850, com a extinção do tráfico de escravos no Brasil. Vinte e um anos mais tarde, em de 28 de setembro de 1871, foi promulgada a Lei do Ventre-Livre. Esta lei tornava livres os filhos de escravos que nascessem a partir da decretação da lei.

No ano de 1885, foi  promulgada a lei Saraiva-Cotegipe (também conhecida como Lei dos Sexagenários) que beneficiava os negros com mais de 65 anos de idade.

Foi somente em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que a liberdade total e definitiva finalmente foi alcançada pelos negros brasileiros. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel (filha de D. Pedro II), abolia de vez a escravidão em nosso país.

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Sobre wellingtongouveia

Professor e Pós-graduando em Docência do Ensino Superior.
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